
Os ciganos carregam em si magias e mistérios que
ultrapassam os limites do tempo. Criam suas próprias leis,
amam a natureza, exaltam as criaturas divinas e acreditam
num Deus poderoso, soberano, bondoso e justo. Com a
peregrinação pelo mundo afora, muitas lendas se teceram em
volta de suas histórias, porém, sabemos que eles precisavam
cultuar hábitos e crenças próprias que estivessem
intimamente ligadas ao seu cotidiano e ao meio em que
pertenciam.
Alguns estudos revelam que eles chegaram a ser adeptos da
astrologia dos caldeus, mas se sentiram invadidos pela
cultura de povos estranhos e então começaram a observar os
astros e as constelações para criarem sua própria visão
astrológica que ainda hoje é pouco ou nada divulgada no
Ocidente.
Para eles a “Astrologia Cigana” não é uma ciência, como a
Astronomia mas pode revelar de forma mágica os mistérios do
mundo dos humanos. Como a astrologia dos caldeus, a dos
ciganos tem também doze signos. Cada um deles tem suas
características próprias, planetas regentes, influências
espirituais, determinam características de personalidade e
regem algumas datas específicas que se repetem todos os
anos.
Foi criada pelos ciganos Kakus (feiticeiros) em suas
caminhadas pelas estradas banhadas de luar e pelas lendas
vindas da velha e misteriosa Índia. Os gregos foram os
primeiros a traçar horóscopos individuais, tendo por base a
posição dos planetas. Em sua estada na Grécia, os ciganos,
sempre ligados em assuntos místicos, aprenderam algo desta
técnica e aprimoraram de acordo com o que acreditavam.
Como os babilônios, os ciganos aceitam a teoria da elipse,
representando o curso do Sol durante o ano, dividida por
doze constelações, cada divisão com trinta graus. Os
ciganos, como todos os povos místicos, levam a sério a
astrologia, porém, à sua maneira.
Toda astrologia antiga acreditava também na força dos quatro
elementos: fogo, ar, água e terra e para os ciganos esses
elementos são as representações máximas do Universo e as
suas criações, por isso os signos ciganos estão intimamente
ligados a esses elementos. Muitos povos viu as constelações
de modo diferente e deu nomes aos signos de acordo com o que
acreditavam ou sabiam.
Para os ciganos os signos eram chamados por nomes um tanto
diferentes: Punhal, Coroa, Candeias, Roda, Estrela, Sino,
Moeda, Adaga, Machado, Ferradura, Taça e Capelas. Esses doze
signos ciganos correspondem aos doze signos do zodíaco e
carregam em si a magia de um povo que acredita na vida com
alegria. Os ciganos sempre foram ligados em quiromancia e
muitas outras formas de adivinhação e magia. Usavam esses
caminhos para se conectar com as forças superiores e receber
as mensagens dos deuses.
Por ser uma cultura passada de geração em geração através da
palavra falada e não da escrita, não existe ainda até os
dias de hoje registros concretos sobre as origens e
descobertas da astrologia cigana, assim como a própria
origem deste povo também.
Parte de suas lendas e histórias contadas no passado,
revelam que na Núbia, próximo ao deserto de Saara,
observando as estrelas e os corpos celestes, eles criaram o
seu próprio horóscopo.